dez anos depois - o por volta de - me volta a cabeça nessa madrugada tão estranha
Quem reflete sobre quatro coisas, seria melhor que nunca tivesse nascido:
O que está acima,
O que está abaixo,
O que estava antes,
O que será depois.
Talmud, Hagigah 2.1
eu não sou atraente, eu não sou atraente, eu não sou atraente, eu não sou atraente, eu não sou atranete, eu não sou atraente, eu não sou satraente, eu não sou atraente, eu não sou atraente, eu não sou atraente, eu não sou atraente, eu não sou atraente, eu não sou atraente, eu não sou atraente, eu não sou atraente, eu não sou atraente, eu não sou atraente, eu não sou atraente, eu não sou atraente, eu não sou atraente, eu não sou atraente, eu não sou atraente, eu não sou atraente, eu não sou atraente, eu não sou atraente, eu não sou atraente, eu não sou atraente, eu não sou atraente, eu não sou atraente, eu não sou atraente, eu não sou atraente, eu nnão sou atraente, eu não sou atraente, eu nnão ou atraente, eu não sou atraente, eu não sou atraente, eu não sou atraente. eu não sou atraennte, eu não sou atraente, eu não sou taraente, eu não sou atraennte. eu não nsou atraennte, eu não sou atraentee u não sou atraente, eu não sou atraente, eu não sou atraente, eu não sou atraente, eu não sou atraente, eu não sou atraente, eu não sou atranete, eu não sou atraente. eu não sou atraente, eu não sou atraente, eu nao sou atraente eu não sou atraente, eu nao sou atraente, eu não su atraente, eu não sou atranete.
‘’Preguiça de você’’
“I want a dyke for president. I want a person with AIDS for president and I want a fag for vice president and I want someone with no health insurance and I want someone who grew up in a place where the earth is so saturated with toxic waste that they didn’t have a choice about getting leukemia. I want a president that had an abortion at sixteen and I want a candidate who isn’t the lesser of two evils and I want a president who lost their last lover to AIDS, who still sees that in their eyes every time they lay down to rest, who held their lover in their arms and knew they were dying. I want a president with no air-conditioning, a president who has stood in line at the clinic, at the DMV, at the welfare office, and has been unemployed and laid off and sexually harassed and gaybashed and deported. I want someone who has spent the night in the tombs and had a cross burned on their lawn and survived rape. I want someone who has been in love and been hurt, who respects sex, who has made mistakes and learned from them. I want a Black woman for president. I want someone with bad teeth and an attitude, someone who has eaten that nasty hospital food, someone who crossdresses and has done drugs and been in therapy. I want someone who has committed civil disobedience. And I want to know why this isn’t possible. I want to know why we started learning somewhere down the line that a president is always a clown. Always a john and never a hooker. Always a boss and never a worker. Always a liar, always a thief, and never caught.”
Zoe Leonard
Morreste-me
Num buraco escuro, fossa ou toca de rato
morreste-me,
Dos trapos simples que o chão me dá, fiz tua mortalha sem labutar mais no ombro.
Morreste-me dolorosamente em anos moidos no range-range de boca de traça
– tempo
nem imagem da vestimenta ou a sombra pálida da tua mão dura vinga.
Morreste-me assim-assado.
Do que sonhei em nós futuro longe, atado no laço firme do aço mais temperado: amizade traída,
partiu-se como as raspas da manteiga em dia de verão escaldante.
Morreste-me de amargura e tédio.
Nem lápide em sua memória, não cuidarei de teu jardim de cactos porque
morreste-me mesmo na esperança te sorrir ou apertar as mãos,
morreste-me miseravelmente de pena.
Atirar farpas e lanças na voz que assombra – a tua voz de boca muda,
o frio do teu gesto longe
o sintético dos teus olhos de botão tão rasos – para te matar.
Morreste-me apenas
porque tudo morre.
Morreste-me de inveja azeda, apedrejado pela mágoa.
Morreste-me da fome cruel – da fome da vida –
e de sede
a tua boca seca de palavras
Morreste-me despedaçado.
Morreste-me de vegonha.
Morreste-me sem luto ou luta.
Morreste-me em lençóis e estradas e litorais.
Morreste-me afogado no mar.
Morreste-me sem contornos forenses.
Morreste-me do livro perdido
Morreste-me de carne e osso,
especialmente osso.
Morreste-me das mentiras todas
embrulhadas em papel bonito
Morreste-me na solidão que chove
sobre minha cama.
Morreste-me atrás de muros,
sobretudo das distancias morreste-me.
Sem que se despedisse,
morreste-me em atraso, de espera.
Morreste-me devagar.
Morreste-me muito devagar.
Drinking Alone in the Rany Season
Whatever lives must meet its end ―
That is the way it has Always been.
If Taoist
imomortals were once alive,
Where are they today?
The old man
who gave me wine
Claimed it was the wine of the immortals.
One small cup and a Thousand worries vanish;
Two, and you’ll forget about heaven.
But is heaven realy so far away?
It is best to trust in the Tao.
A crane in the clouds has magic wings
To cross the earth in a moment.
It’s been forty years of struggle
Since I first became reclusive.
Now that my body is nearly dead,
My heart is pure. What more is there to say?
T’AO CH’IEN (365-427)
Tracey Emin.
Louise Bourgeois in her studio by Adar Yosef, 1992
Sarah Lucas
Louise Borgeois, Self-Pity, Woven fabric, 2009
Tracey Emin - Exorcism of the Last Painting I Ever Made (detail) - Contemporary Art on We Heart It - http://weheartit.com/entry/6749367/via/alkadassPaBi
Hearted from: http://www.saatchi-gallery.co.uk/artists/artpages/tracey_emin_painting_2.htm
(via pipecu)
Mundo grande
“Não, meu coração não é maior que o mundo.
Ê muito menor.
Nele não cabem nem as minhas dores.
Por isso gosto tanto de me contar.
Por isso me dispo.
Por isso me grito,
por isso freqüento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias:
preciso de todos.
Sim, meu coração é muito pequeno.
Só agora vejo que nele não cabem os homens.
Os homens estão cá fora, estão na rua.
A rua é enorme. Maior, muito maior do que eu esperava.
Mas também a rua não cabe todos os homens.
A rua é menor que o mundo.
O mundo é grande.
Tu sabes como é grande o mundo.
Conheces os navios que levam petróleo e livros, carne e algodão.
Viste as diferentes cores dos homens.
as diferentes dores dos homens.
sabes como é difícil sofrer tudo isso, amontoar tudo isso
num só peito de homem… sem que elo estale.
Fecha os olhos e esquece.
Escuta a água nos vidros,
tão calma. Não anuncia nada.
Entretanto escorre nas mãos,
tão calma! vai’ inundando tudo…
Renascerão as cidades submersas?
Os homens submersos —— voltarão?
Meu coração não sabe.
Estúpido, ridículo e frágil é meu coração.
Só agora descubro
como é triste ignorar certas coisas.
(Na solidão de invidíduo
desaprendi a linguagem
com que homens se comunicam.)
Outrora escutei os anjos,
as sonatas, os poemas, as confissões patéticas.
Nunca escutei voz de gente.
Em verdade sou muito pobre.
Outrora viajei
países imaginários, fáceis de habitar.
ilhas sem problemas, não obstante exaustivas e convocando ao suicídio
Meus amigos foram às ilhas.
Ilhas perdem o homem.
Entretanto alguns se salvaram e
trouxeram a notícia
de que o mundo, o grande mundo está crescendo todos os dias,
entre o fogo e o amor.
Então, meu coração também pode crescer.
Entre o amor e o fogo,
entre a vida e o fogo,
meu coração cresce dez metros e explode.
— Ó vida futura! nós te criaremos
Drummond